Porque querem pintar Portugal de cinzento?
Não está ele tão cinzento já?
Onde está o destemor da Padeira de Aljubarrota, quando desafiou os castelhamos, ou a coragem dos navegadores, quando enfrentaram mares e terras desconhecidos?
Sempre na História de Portugal, tempos dificeis houveram, e foram vividos e ultrapassados.
Agora, em pleno século XXI, os nossos governantes transformaram Portugal, numa terra de ninguém, sem rei nem roque, onde, porque qualquer noticia negativa ser bastante mediatizada, e empolada, as cores da nossa bandeira deixaram de ter qualquer significado.
E enquanto se fala, comenta e critica, nada se faz.
Gasta-se tanta energia e tempo diáriamente a comentar o que acabou de ser comentado.
Onde está a esperança?
Onde está a coragem?
Os portugueses estão oprimidos, tristes, deprimidos e desmotivados.
Parecem cata-ventos em dia de ventania.
Há um mal estar generalizado, porque se perde a esperança, porque nada já vale a pena fazer.
De nenhum lado, nos chega um pouco de incentivo e optimismo.
O derrotismo é comum.
As pessoas vivem mal em Portugal. E as outras parecem que vivem bem, mas não. Vivem mentiras, de aparencias.
Enquanto não começarem a pensar duma outra forma, não deixarão de viver mal.
E quem me diz que Portugal dos nossos igréjios avós, não se irá envergonhar, pela falta de coragem e de valentia em mudar simplesmente a maneira de pensar?
Quem é o governante mandatado neste país, que tem a coragem de parar com a choraminguice da crise, pois que isso já todos sabemos, e que é capaz de nos levantar a moral para que não baixem os braços os agricultores, os pescadores, os homens e mulheres deste país, e que ponham todos os neurónios a pensar em alternativas para voltar a pintar este país da cor do sol e da esperança?
Será que estou a alucinar?
Será que ainda acredito que D. Sebastião vai voltar.
Pois se ele não voltar numa dita manhã de nevoeiro, Sòcrates não vai ganhar, e se ganhar, perderá seguramente a maioria absoluta.
Professor Cavaco Silva, anime e encorage Portugal, senão isto vai acabar mal.
Temo que falte o pão, e então... não sei não...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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