terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mate-se o mensageiro!


O Poder da Televisão, sim ou não?
Quando apareceu a televisão, foi um espanto. Poucas pessoas podiam aceder a poder ver a imagem em tempo real.
Estávamos em 1958.
Introduziu-se nas nossas casas, de mancinho, com pézinhos de luva.
Mudou de cinza, para cores.
Passou de caixote, a uma janela.
Hoje, come e dorme conosco.E nós deixámos de ter a nossa vida.
A própria. Para nos vermos girar á volta dela.
Penso, e já numa posição bem fundamentalista, que a televisão é o ópio do povo.
As familias não se reunem, não conversam, não existem.
A lareira de antigamente foi substituida pela televisão.
Mas ela preenche-nos alguma solidão? Sim ou não?
Manipula-nos. E neste momento deprime-nos. E tudo porque o que vale, não é quem vê televisão, são as audiências, que fazem render rios de dinheiro com a publicidade.E essas audiências não são selectivas. Consomem tudo. TUDO.E neste particular momento social, politico e económico que o país atravessa, não há uma noticia positiva.Porque todos sabemos que o ser humano gosta de sangue, de tragédia.E essa morbidez humana é explorada até à exaustão.E assim se cria um país de deprimidos, de desistentes, de gente cinzenta, que repete e fala vezes sem conta tudo o que ouve na televisão.
As audiências aumentaram, mas as pessoas já estão apáticas. Já nada lhes apetece fazer.
Já nada importa, porque todo o seu cérebro está mais do que ocupado no lamento, na queixa, na especulação, para se dedicar a pensar em como dar a volta e renascer das cinzas.
Onde estaríamos nós, se no tempo de D. Manuel I, existisse a televisão..., ou melhor do mau uso que lhe estão a dar enquanto responsável por simplesmente informar.
Provávelmente, aqui. Mas sem termos tido a curiosidade de saber o que havia para além de Sagres, ou de Lisboa....

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