Estamos em tempo de eleições.
Eleger é um direito e um dever cívico.
Mas quem vamos eleger? Para nos dirigir, comandar e apoiar?
Tenho muitas dúvidas e raramente me engano. Estas eleições ñão vão ter a expressão que os portugueses estão á espera.
Há uma enorme fatia da sociedade que também tem muitas dúvidas: E entre o não sair de casa, ir às urnas e votar em branco, ou simplesmente votar de olhos fechados, acho que expressa e bem, a angústia que todos os portugueses sentem, de que vivemos um tempo de indecisão, de muitas dúvidas, de que nada é preto e branco, e que não há realmente ninguém no cenário politico, capaz de mobilizar este país, não só em grande transformação financeira, como numa grande transformação de valores.
Acho que antes de olharmos para fora, temos de começar a olhar para dentro.
Todos nós almejamos na nossa vida muita coisa, e esperamos sempre que alguém crie as condições necessárias para que as tenhamos. E nós ficamos sentados. À espera. Só temos que escolher o agente.
Neste momento, o agente somos cada um de nós.
A transformação somos nós que a temos de fazer. E de dentro para fora.
A imagem que os media nos dão, é dum país em desgoverno. Ou por outra, que ninguém, está a salvo. Os orgãos de soberania, até agora intocáveis, acabam por estarem aos nossos olhos extremamente vulnerabilizados. E os comentadores, os analistas, (fazendo o seu trabalho), acabam sempre, nas suas mais variadas intervenções, confundir os portugueses, mais do que esclarecer.
Penso, que no dia 28 de Setembro (esta data lembra-me qualquer coisa...) temos um primeiro ministro sem maioria absoluta, e uma assembleia muito mais colorida e composta fazendo crer que os partidos minoritários vão aproximar-se dos que detém (pensam eles) o poder.
Estamos em transformação. E embora este processo já tenha começado há alguns anos, sem qualquer visão catastrófica, penso que vai ser muito bom para todo o mundo em geral.
Mas a dúvida persiste: Em quem hei-de ir votar?
No Ricardo Araújo Pereira seguramente, pois só ele nos tem últimamente tirado o sorriso amarelo acizentado, que ganhámos nos últimos quatro anos.
É tempo de separar as águas. Vamos às urnas no domingo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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